O consumo de conteúdos audiovisuais tem caído cada vez mais no gosto das pessoas que desejam aprender algo novo, obter informações ou apenas se entreter. Com isso, os produtores de conteúdo devem estar atentos a vários detalhes, como a iluminação, se quiserem manter e conquistar cada vez mais o seu público.
Não basta ter uma boa ideia na cabeça e uma câmera na mão para a produção de materiais de excelência. Tempo, planejamento, dedicação e conhecimentos técnicos são essenciais para a produção de vídeos que provoquem uma experiência marcante de contato sonoro e visual.
É por isso que neste post você vai conhecer alguns detalhes sobre iluminação em vídeos para deixar seus conteúdos ainda mais incríveis! Confira!
Os vídeos são recursos de comunicação com grande potencial de promover ricas experiências sonoras e visuais, e um componente básico relacionado a qualidade das imagens é a iluminação. Uma iluminação inadequada compromete seriamente a experiência do usuário, o que faz com ele abandone o conteúdo.
Luz e sombras fazem parte da dinâmica da iluminação. Para entender melhor, basta lembrar as cenas de filmes em que, dependendo do posicionamento da luz, parte do rosto dos personagens são expostas ou ocultadas, passando a impressão de serem pessoas más, heróicas, românticas, entre outras possibilidades.
A iluminação deve formar parte da identidade visual do planejamento de gravação, para que o estilo adotado seja coerente ao conteúdo que se deseja transmitir, bem como ser uma marca registrada de quem produz o conteúdo.
As luzes natural e artificial, também conhecidas como externa e interna, respectivamente, são formas de aproveitar a iluminação e obter efeitos bem interessantes. Veja as vantagens e desafios de cada uma delas.
Uma das vantagens da luz natural é o custo, por se tratar de um recurso da natureza, isto é, a luz solar. Além disso, esse tipo de iluminação proporciona uma beleza única, com forte apelo estético sensorial.
Sem dúvida, o maior desafio desta opção é a imprevisibilidade em decorrência da mudança repentina de tempo, alguma nuvem que possa passar no exato momento da filmagem, ter que estar disponível em horários específicos, uma vez que o excesso de luz solar também pode prejudicar a qualidade da imagem. Ou seja, são fenômenos que fogem ao controle no processo de produção.
Ao contrário da luz natural, a luz artificial é passível de controlar, o que facilita a dinâmica das gravações, além de permitir maior flexibilidade nos horários das filmagens.
Para usufruir da qualidade de imagem desse tipo de iluminação, é necessário contar com alguns recursos, prática e técnica para chegar aos resultados desejados, algo que vamos compartilhar nos tópicos em que falaremos sobre esquema de iluminação e equipamentos.
Vendo que cada tipo de luz apresenta vantagens e desafios, isso nos leva a pensar: “Legal! Misturamos as duas e teremos um resultado espetacular, certo?”. Cuidado! A câmera faz uma espécie de “leitura da temperatura da cor” e misturar os dois recursos pode levar a um resultado completamente desastroso, trazendo uma aparência muito amadora para os vídeos.
Se for optar pela luz natural, faça um planejamento de horário, o qual deve considerar a previsão do tempo. Prefira os primeiros horários do dia ou após os períodos de sol forte. No caso da luz artificial, para manter um bom controle da iluminação, é necessário escurecer todo o ambiente.
A nitidez e aparência do que é exibido na gravação depende de outros dois recursos conhecidos como: luz dura e luz difusa.
A luz dura é uma luz direta, com a qual é possível destacar determinada pessoa, objeto ou alguma parte do ambiente. Por ser uma luz direta, ressaltam muitas sombras, o que pode evidenciar marcas ou dar a impressão de algum tipo de imperfeição física de quem transmite o conteúdo, por exemplo.
Esta é uma opção que traz maior harmonia entre luz e sombra, uma vez que ela suaviza ao ser projetada, não de maneira focal, e sim mais espalhada, deixando uma aparência mais natural.
Com o que vimos até aqui, fica clara a necessidade de fazer um bom planejamento de iluminação, pois podemos contar com algumas variáveis. É pertinente ainda ao planejamento a elaboração de um esquema de iluminação, o que tem a ver com o direcionamento da luz. Uma das formas mais comuns é por meio da orientação em três pontos, conforme a seguir.

Utilizada para destacar o elemento principal da cena (pessoa, objeto, parte do ambiente). Pode-se optar pela luz difusa.
A luz de preenchimento serve para trazer equilíbrio, através do preenchimento das sombras geradas pela luz principal e deve ser mais suave que a principal.
Usada para evitar a projeção de sombras no plano de fundo do espaço de filmagem.
O esquema de três pontos consiste na orientação das luzes principal, de preenchimento e de fundo. Uma opção é posicioná-las em relação ao elemento de destaque da cena.
Por exemplo, em uma sala em que uma pessoa esteja posicionada ao centro, com a câmera diante dela, deve-se posicionar a luz principal em uma das laterais da câmera (suponhamos, do lado direito). A de preenchimento ficaria do lado esquerdo da câmera, porém, num ângulo diferente da luz principal.
A principal está mais distante da pessoa e a de preenchimento mais próxima. Já a de fundo, deve ser posicionada atrás da pessoa, formando uma contraluz em relação às demais.
Os tipos de equipamentos mais comuns são:





A aquisição dos equipamentos pode ser feita através de compra ou da produção caseira dos itens. Hoje em dia há muitos tutoriais disponíveis para a produção dos equipamentos e os materiais necessários são de fácil acesso. Veja a seguir:
Agora que você já conhece a importância e os detalhes necessários para realizar uma boa iluminação em vídeos, coloque tudo em prática respeitando o estilo de iluminação que possa provocar as melhores experiências de contato visual com o seu público. Inscreva-se na nossa newsletter e receba mais artigos como este diretamente no seu e-mail.
Boas produções!