É cada vez mais comum a gravação de vídeos para produção de videoaulas, tutoriais, apresentação de serviços ou produtos, divulgação de eventos, campanhas e outras possibilidades. De um lado, o consumo desse tipo de mídia se popularizou pela facilidade de acesso e por ser um recurso de apelo visual forte.
De outro, a praticidade para gravar, bem como a possibilidade de registrar as imagens até mesmo com um smartphone, faz com que essa forma de comunicar conquiste cada vez mais o público consumidor e produtores de conteúdo. Pensando nisso, preparamos 10 dicas de edição de vídeo que todo mundo precisa saber para deixar seus vídeos incríveis!
Não somente os detalhes técnicos devem ser alvo de atenção na hora de produzir os vídeos. O trabalho de edição envolve dedicação e conhecimento. Acompanhe e saiba mais!
Como dito inicialmente, vídeo também é uma forma de comunicar e não existe comunicação sem vínculo. Daí a importância de conhecer bem o público, seus desejos, necessidades, anseios e preocupações.
A linguagem adotada por ele também deve ser considerada, já que entre as dicas que vamos compartilhar estão as possibilidades de usar alguns recursos que devem ser adequados ao tipo de linguagem, percepção do público e o que se deseja transmitir.
Ao conhecer o público, a comunicação torna-se mais eficiente. Por isso, vale a pena investir em pesquisas diretas ou indiretas para obter informações como:
Com isso, cada vídeo pode ser pensado de maneira coerente com a forma de comunicar de quem está consumindo o conteúdo.
Ao conhecer o público ideal, cabe pensar em como o conteúdo a ser desenvolvido pode contribuir para solucionar os interesses dele. Algumas opções de conteúdo são:
Algumas formas de exibição podem ser:
A etapa de planejamento é uma das principais dicas de edição. Ela é extremamente útil para evitar o desperdício de tempo com retrabalhos que poderiam ser evitados. Para isso, pense em detalhes como:
Tecnicamente falando, tanto a iluminação quanto a ambientação devem ser adequadas da melhor forma aos equipamentos disponíveis. Nem todas as câmeras dispõem de uma boa captação de áudio, ou de um bom recurso de ajuste de iluminação. Neste caso, é melhor escolher um ambiente que capte menos ruídos externos e tenha uma boa iluminação natural.
No caso de poder contar com recursos complementares, vale a pena investir na aquisição ou aluguel de microfones específicos para o tipo de gravação e checar as configurações da máquina para a melhor adequação nos casos de luz muito baixa ou alta.
Observe se há elementos de dispersão na ambientação que possam tirar o foco do seu objetivo em relação a audiência. Quando comentamos sobre as formas de exibição, se for de tipo explicativo, por exemplo, o ideal é que o foco seja mantido no palestrante, de forma que mesmo que haja movimentos, a câmera possa acompanhá-lo nas mudanças de ângulo.
O mesmo é válido numa entrevista, durante a qual, deve-se priorizar (de acordo com a definição do roteiro) o foco nas falas e reações entre entrevistador e entrevistado.
De posse do conteúdo devidamente gravado, é hora de decidir os softwares para edição. Existem ferramentas para diferentes níveis de complexidade de intervenção. Edições mais simples e intuitivas podem ser feitas com Movie Maker Online, um editor gratuito, útil para realizar cortes, inserção de efeitos, músicas e imagens.
Com o Camtasia é possível articular a gravação de tela com edição de vídeo multifuncional, sendo uma ótima opção para quem deseja demonstrar o funcionamento de aplicativos, plataformas, ferramentas, entre outros.
Para estilos de edições mais avançadas, softwares como o Adobe Premiere e o Final Cut oferecem recursos com qualidade profissional. Existem outros bastante utilizados, com bons recursos mas menos complexos como o Vegas.
Seja qual for a opção, é extremamente importante saber se o software salva as alterações automaticamente, ou se é necessário realizar a ação a cada mudança. Neste caso, mantenha um lembrete para fazê-lo. Outro detalhe é fazer um backup do material bruto e das alterações considerando versionamento de arquivos.
Neste ponto é importante priorizar o que destacamos nas três primeiras dicas, para que o conteúdo abordado esteja alinhado com o planejamento e à solução esperada pelo público, sem excessos desnecessários que tirem o foco do essencial do que se deseja transmitir.
Excessos de palavras ou termos repetitivos, determinadas interjeições como “né”, “ééé´… ”, entre outras, devem ser minimizadas ou cortadas no momento da edição.
Tais recursos podem ser complementares para enriquecer o material e jamais devem competir com o conteúdo. Uma trilha sonora muito alta, bem como animações não condizentes com as características do público podem arruinar o projeto. A mesma atenção é válida para o uso de filtros e legendas.
Outro cuidado a ser tomado é em relação aos direitos autorais das trilhas e imagens utilizadas. Para não ter problemas, basta contar com as opções livres de royalties.
Em se tratando de acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PcD), é possível contar com recursos de áudio-descrição, legendas descritivas e intérprete de Libras no momento da edição, que são formas de também disponibilizar o conteúdo para pessoas com deficiência relacionada à visão e/ou audição.
Outra de nossas dicas de edição é sobre a disponibilização do conteúdo. No momento de converter a versão final para compartilhamento, verifique o tamanho, o formato e outras especificações, para que o conteúdo possa ser facilmente acessado tanto pelo computador, quanto pelo celular. O MP4, por exemplo, é uma boa opção em termos de tamanho e qualidade que atende a maior parte dos casos.
Agora que você conhece nossas 10 dicas de edição de vídeo, que tal começar a colocar a mão na massa para produzir conteúdos únicos feitos sob medida para seu público ideal? Boas produções!